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Quanto custa transferir um carro em 2026

As parcelas do custo (taxas do DETRAN, vistoria, placa e cartório), um exemplo com valores oficiais e o que fazer com os débitos.

ABCEquipe ConsultarPlacasPublicado em 4 min de leitura
Calculadora, chave de carro e documentos sobre uma mesa clara — quanto custa transferir um carro.
Resposta rápida

O custo de transferir um carro soma a taxa de transferência e a emissão do novo CRV no DETRAN, a vistoria e, se houver mudança de município ou placa danificada, as placas Mercosul. No Paraná, por exemplo, transferência, CRV e vistoria somam R$ 338,51 na tabela do Detran-PR. Débitos do carro não entram nessa conta, mas precisam estar quitados para a transferência sair.

Pontos-chave

  • O custo soma a taxa de transferência e a emissão do CRV no DETRAN, a vistoria e, quando exigidas, as placas Mercosul.
  • No Paraná, transferência, CRV e vistoria somam R$ 338,51 na tabela do Detran-PR (consulta de setembro de 2026); cada estado tem sua tabela.
  • A venda digital pelo app CNH do Brasil dispensa o reconhecimento de firma em cartório.
  • Débitos não são custo da transferência, mas o DETRAN só emite o novo CRV com IPVA, taxas e multas vencidas quitados (CTB, arts. 124, VIII, e 128).
  • Perder o prazo de 30 dias é infração média, com multa e remoção do veículo (CTB, art. 233).

Na compra de um usado, o preço combinado com o vendedor não é o único gasto. Passar o veículo para o seu nome envolve taxas do DETRAN, vistoria e, em alguns casos, placas novas e cartório. Cada estado cobra valores próprios, então vale montar a conta antes de fechar negócio.

As parcelas do custo

O que você paga para transferir um veículo
Quem cobraQuando entra
Taxa de transferênciaDETRAN do estadoSempre
Emissão do novo CRVDETRAN do estadoSempre
Vistoria de transferênciaDETRAN ou empresa credenciada de vistoriaQuando o DETRAN exige (em SP e no PR é obrigatória)
Placas MercosulEstampadora credenciada, mais taxa do DETRANMudança de município ou estado, placa danificada ou troca voluntária
Reconhecimento de firmaCartórioSó na venda feita no documento em papel

Exemplo com valores oficiais: Paraná

O Detran-PR publica as taxas por serviço. Na consulta de taxas para transferência de propriedade, feita em setembro de 2026, os valores são:

  • Emissão de CRV: R$ 141,45
  • Transferência de propriedade: R$ 142,86
  • Vistoria: R$ 54,20

O total das taxas do DETRAN fica em R$ 338,51. Se o carro precisar de placa nova, entra a taxa de conversão para placa Mercosul (R$ 22,00 no Detran-PR) e o valor da placa na estampadora, pago à parte. Em outros estados a conta muda, porque cada um define suas taxas. Consulte a tabela oficial no site do DETRAN do seu estado antes de fechar negócio.

Vistoria: o que é e como funciona

A vistoria confere se chassi, motor, placas e características do carro batem com o cadastro. Em São Paulo, o laudo é obrigatório na transferência, feito em Empresa Credenciada de Vistoria (ECV), pago direto à empresa e válido por 60 dias. No Paraná, a vistoria também é etapa obrigatória. Desde a Lei nº 15.153/2025, o CTB permite que cada DETRAN faça a vistoria de transferência em formato eletrônico, a seu critério (art. 123, §4º, V).

Cartório: quando ainda precisa reconhecer firma

Na venda digital pelo app CNH do Brasil, comprador e vendedor assinam a intenção de venda com login gov.br e biometria facial, sem reconhecer firma. O serviço é gratuito, vale para CRV emitido a partir de 4 de janeiro de 2021 e está disponível na maioria dos estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Depois, o comprador conclui o processo no DETRAN.

Se a venda for feita no documento em papel, DETRANs como o de São Paulo e o do Paraná exigem firma reconhecida de comprador e vendedor. Aí entra o custo do cartório, que segue a tabela de emolumentos de cada estado.

Débitos: não são custo da transferência, mas travam o processo

O DETRAN não emite o novo CRV enquanto houver IPVA, taxas ou multas vencidas vinculadas ao veículo, não importa quem cometeu a infração (CTB, arts. 124, VIII, e 128). Antes de pagar o carro, some ao orçamento o que estiver em aberto: IPVA do ano e de anos anteriores, licenciamento e multas. Na negociação, abata esses valores do preço ou exija que o vendedor quite tudo antes da assinatura.

Se o carro vem de outro estado, confira a regra do DETRAN de destino. O Detran-PR, por exemplo, informa que, para veículo registrado em outro estado, os débitos ainda a vencer também precisam ser quitados.

Documentos para não perder viagem

Documento faltando significa voltar outro dia e, às vezes, pagar nova vistoria se o laudo vencer. Em São Paulo, por exemplo, a transferência presencial pede:

  • Documento de identidade e CPF do comprador
  • Comprovante de endereço atualizado
  • Documento de transferência do veículo preenchido, com firma reconhecida quando a venda não for digital
  • Laudo de vistoria dentro da validade de 60 dias
  • Comprovante de pagamento da taxa, feito com o número do RENAVAM

Pessoa jurídica tem lista própria. Confira a relação completa no site do DETRAN do seu estado antes de agendar o atendimento.

Tem imposto na transferência?

Na compra e venda entre pessoas físicas, a transferência não cobra imposto sobre o valor do carro: o DETRAN cobra taxas pelos serviços. A situação muda quando o veículo passa de dono por doação ou herança. Nesses casos incide o ITCMD, imposto estadual sobre transmissão causa mortis e doação (CF, art. 155, I), com alíquota e regras definidas por cada estado.

Prazo e multa por atraso

O comprador tem 30 dias para registrar a transferência (CTB, art. 123, §1º). Perder o prazo é infração média, com multa e remoção do veículo (CTB, art. 233). Agende a vistoria logo depois de fechar negócio para não correr o risco. Se o comprador não fizer a transferência, o vendedor tem 60 dias depois desse prazo para comunicar a venda ao DETRAN; sem isso, responde solidariamente pelas multas até a comunicação (CTB, art. 134).

Como não pagar mais do que o necessário

  • Consulte os débitos no DETRAN e na Sefaz antes de fechar e abata do preço o que estiver em aberto
  • Prefira a venda digital pelo app CNH do Brasil, que dispensa o cartório
  • Pesquise o preço da vistoria em mais de uma empresa credenciada, onde ela é feita por ECV
  • Se o carro já tem placa Mercosul e continua registrado no mesmo município, não há troca de placa
  • Não deixe passar os 30 dias do prazo de transferência

Perguntas frequentes

Quanto custa transferir um carro em 2026?

Depende do estado. No Paraná, as taxas do DETRAN para transferir um carro (emissão de CRV, transferência e vistoria) somam R$ 338,51 na tabela consultada em setembro de 2026. Se precisar de placa Mercosul, some a taxa de conversão e o valor da estampadora.

Preciso reconhecer firma em cartório para transferir o carro?

Não, se a venda for digital pelo app CNH do Brasil, com assinatura via gov.br e biometria facial. Na venda feita no documento em papel, DETRANs como o de SP e o do PR exigem firma reconhecida de comprador e vendedor.

Débito em aberto entra no custo da transferência?

Não é taxa de transferência, mas o DETRAN não emite o novo CRV com IPVA, taxas ou multas vencidas em aberto (CTB, arts. 124, VIII, e 128). Quite antes ou abata o valor do preço do carro.

Quem paga a transferência do carro, comprador ou vendedor?

A obrigação de registrar a transferência em 30 dias é do comprador (CTB, art. 123, §1º), por isso ele arca com taxas e vistoria. Quem paga os débitos anteriores é ponto de negociação e deve constar por escrito.

Transferir o carro obriga a trocar a placa?

Não, se o carro continuar registrado no mesmo município. A placa Mercosul é exigida na transferência quando o comprador registra o carro em outro município ou estado, ou se a placa estiver danificada (Resolução Contran nº 969/2022).

Tem imposto para transferir um carro?

Na compra e venda entre pessoas físicas, não há imposto sobre o valor do carro na transferência, só taxas do DETRAN. Em doação ou herança do veículo incide o ITCMD, imposto estadual.